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maio 08, 2007
Alguém tem de explicar o que é a Democracia!
Leiam a notícia publicada online pelo JornalRegional.com.
Até votos de congratulação atribuem! Ainda por cima por fecharem Urgências! Até onde vai a hipocrisia?
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Contas do executivo geram discórdia
O Relatório de Gestão e Contas de 2006 foi aprovado pela maioria socialista, com os votos contra da oposição, na reunião magna dos deputados municipais. A taxa de execução de 73,9% mereceu fortes críticas das bancadas da oposição. O deputado Rui Silva justificou desta forma o voto contra do PSD “.Esta peça espelha a política que a maioria teve durante o ano de 2006 à frente dos destinos da câmara. Houve um nítido baixar de investimento, um aumento da despesa, a execução foi muito baixa e isto é para nós um voto de protesto e censura ao modo como foi gerida a autarquia”
Do lado da CDU Fernando Reis, mostrou-se muito crítico à gestão da autarquia “este é um relatório impossível com contas habilidosas. É um relatório e contas dois em um, tem iguais taxas de execução, iguais índices de receita e depois consegue pagar dívidas, diminuir passivos e apresentar saldos de gestão. Ora isto é absolutamente impossível, por isso trata-se de um documento industrioso”. Fernando Reis abordou ainda a questão da Qimonda como uma situação inadmissível “ isto é uma tentativa de regredir no tempo e de querer implantar as 48 horas semanais, não podemos voltar ao tempo da escravidão”.
Por parte do CDS-PP, Alexandre Raposo disse que as propostas da câmara não foram cumpridas “Está longe está o caminho ainda para elas serem cumpridas. Os grandes projectos que foram apresentados para este mandato ainda estão por concretizar”.
A bloquista Cármen Silva, realçou que a autarquia local é das mais endividadas de todo o país . “Verificamos que se realizou uma baixíssima percentagem dos investimentos calendarizados, cerca de 11 milhões dos 46 milhões previstos inicialmente. Estas taxas de execução baixíssimas estão nas funções sociais, nomeadamente na educação, na cultura, no ordenamento do território, no saneamento e no abastecimento de água.
A postura de contrariedade da oposição foi considerada normal para o edil Mário Almeida.” No dia em que eles acharem que agimos bem é sinal de que estamos mal, portanto, isso é natural, infelizmente são os custos da democracia e temos de compreender isto de uma forma desportiva”.
De resto, foi aprovada na Assembleia Municipal a alienação de um imóvel na Rua Cidade Portalegre, em Vila do Conde com os votos do 32 votos a favor, 9 contra e 3 abstenções. Foi também aprovado um voto de congratulação pelo protocolo assinado entre a autarquia local e o Ministério da Saúde que ditou o encerramento das urgências hospitalares em Vila do Conde. Foi chumbada uma proposta do Bloco de Esquerda para a igualdade de géneros, bem como uma proposta de moção de censura da CDU sobre o fecho das urgências.
Publicado por José Carlos Campos às maio 8, 2007 09:52 AM